terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

LIVRE ARBÍTRIO


            O livre arbítrio é frequentemente dito ser a razão de uma pessoa aceitar ao Senhor e outro não aceitar. Frequentemente, as pessoas se rebelarão contra a soberania de Deus em eleger e predestinar baseado em nada no indivíduo. Como alternativa, eles dizem que Deus olha no futuro para ver quem o escolheria e então predestina aqueles para a salvação. Isto é, é claro, problemático porque significaria que Deus olhou no futuro para aprender algo, negando assim a onisciência de Deus. Então, nós podemos ver que isto não é uma explicação possível.
            A fim de discutir o livre arbítrio, nós devemos primeiro defini-lo. Livre arbítrio é a habilidade de fazer escolhas. Ambos calvinistas e não calvinistas acreditam que nós fazemos escolhas. No entanto, há distinções na definição de livre arbítrio.
            A bíblia diz que o incrédulo é escravo do pecado, que está morto em seus pecados, não busca a Deus e não entende as coisas espirituais. Ainda, muitos afirmam que é simplesmente tão livre para escolher Deus quanto alguém que é regenerado. Eu completamente discordo disso.
            Ante de uma discussão saudável a respeito do que as pessoas podem e não podem fazer com o livre-arbítrio, é preciso ser analisado, e espera-se que nós possamos ter algum discernimento a respeito do que o livre arbítrio realmente significa.
            O que é livre-arbítrio? É a habilidade para uma pessoa determinar algumas ou todas as suas ações. Alguns consideram o livre arbítrio ser a própria causa delas. Alguns consideram o livre arbítrio como sendo independente de qualquer outra causação, predestinação ou predeterminação por qualquer outra pessoa, evento ou estímulo.
            É claro, isto não faz sentido desde que uma pessoa é livre para fazer como ela quer, mas o que ela quer só pode ser consistente com sua própria natureza.
            Eu proponho que o livre arbítrio envolve quatro aspectos: concepção, desejo, escolha e realização. A concepção leva ao desejo que leva a escolher que leva a realizar aquela escolha.

1. CONCEPÇÃO

        I.        I- Nós devemos ser capazes de conceber uma ideia, necessidade, querer, antes que ela possa ser desejada, escolhida e realizada.
      II.          II-   Mas nós não podemos conceber algo além de nossa habilidade de compreender desde que isto seria uma contradição.
Isso violaria nossa natureza
Nisso, nós estamos limitados pela nossa natureza de compreender.
Eu não posso conceber algo do qual eu não posso conceber.
Portanto, eu não posso desejar, escolher ou realizar aquilo que eu não posso compreender.
III- Eu posso conceber a habilidade de levantar meu braço sobre minha cabeça.
IV- Eu posso conceber a habilidade de de repente me tornar maior do que o sol.
Eu não posso dar um exemplo de algo que eu não posso conceber desde que contá-lo significaria que eu o tenho concebido.
V- Eu posso entender coisas comunicadas a mim por outro embora eu nunca possa a ter entendido sobre as minhas próprias.
Nisto, eu sou capaz de conceber o conceito, ideia, coisas contadas a mim embora isso não se originou em mim.

2- DESEJO

I- Nós só podemos desejar o que nós compreendemos.
II- Mas, nós não podemos desejar além de nossa habilidade (natureza) de desejar desde que isto seria uma contradição.
Isso violaria nossa natureza. Nisso, nós somos limitados pela nossa natureza de desejar.
Eu posso desejar levantar meu braço sobre minha cabeça.
Eu posso desejar de repente me tornar maior que o sol.
Eu não posso desejar o que eu não estou ciente conceitualmente.

3- ESCOLHA

I- Nós só podemos escolher o que nós podemos desejar.
II- Mas, nós não podemos escolher além de nossa habilidade (natureza) de escolher.
Isso violaria a nossa natureza. Nisso, nós somos limitados pela nossa natureza em escolher.
Eu sou livre para escolher tentar realizar meus desejos.

4- REALIZAÇÃO

I- Nós só podemos realizar o que pode ser escolhido para ser realizado.
Isso não significa que eu possa realizar todos os meus desejos.
II- Nós podemos conceber e escolher realizar coisas que estão fora de nossas habilidades.
Eu posso conceber a ideia de levantar meu braço sobre minha cabeça e eu posso realizá-lo.
Eu posso conceber a ideia de de repente me tornar maior do que o sol, mas eu não posso realizá-lo.
Eu não posso realizar isso porque eu não posso violar minha própria natureza.

5- LIMITAÇÕES

I- Nós somos limitados por nossas naturezas para o que nós podemos conceber, desejar e realizar.
II- Portanto, o que nós podemos realizar é estritamente limitado pelo que nós somos.
III- Nós não somos livres para conceber qualquer coisa possível.
IV- Nós não somos livres para desejar qualquer coisa desde que nem todas as coisas podem ser concebidas.
V- Nós não somos livres para escolher aquilo que nós não podemos desejar.
VI- Nós não somos livres para realizar aquilo que nós não podemos desejar.
VII- Portanto, o livre arbítrio exige pelo menos que uma pessoa seja capaz de conceber, desejar e escolher. O verdadeiro livre arbítrio é aquilo que está em concordância com a natureza do homem. Escolher realizar algo além da natureza de alguém não é um exercício do livre arbítrio, mas uma declaração da ausência de liberdade de uma pessoa — naquela área.

6- DEUS TEM UM LIVRE ARBÍTRIO?
I- Deus pode escolher fazer o que está em concordância com a sua natureza.
II- Mas ele não pode violar a sua própria natureza, por exemlo:
Deus não pode mentir
Deus não pode deixar de ser Deus
Deus não pode fazer uma pedra maior do que ele possa apanhar.
III- Deus pode conceber a mentira, mas ele não pode realizá-la desde que isso violaria sua natureza.

7- ERROS A RESPEITO DO LIVRE ARBÍTRIO
I- Que o livre arbítrio é independente de todas as coisas.
Isso quer dizer que uma pessoa é completamente e totalmente livre de todas as influências sejam externas ou internas.
Isso é impossível.
II- Que o livre arbítrio significará que alguém pode agir contrário a sua própria natureza.
III- Que o livre arbítrio é algo dentro do homem que é independente de Deus; que ele é completamente do homem e não abaixo do conhecimento soberano e do controle de Deus.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://www.calvinistcorner.com/free-will.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário