quinta-feira, 27 de março de 2014

COMO A ELEIÇÃO CORPORATIVA FALHA



            Brian Abasciano é um proeminente apologista arminiano (na verdade, o preseidente da SEA). A esse respeito, ele é uma versão da geração mais nova de I. H. Marshall.

            Aqui ele está defendendo a eleição corporativa. O que é admirável é que ele define proginosko de uma forma que é muito próxima (ou idêntica) à definição calvinista. ELE NÃO CRÊ QUE ELA SIGNIFICA PRÉ-CONHECIMENTO NESTAS PASSAGENS. ANTES, SIGNIFICA ESCOLHA PRÉVIA.

            Por esse ponto de vista, nós deveríamos traduzir Romanos 8.29 como:

Porque aqueles a quem ele escolheu de antemão ele também predestinou para serem conformados à imagem de seu filho

            Romanos 11.2 como:

Deus não rejeitou o seu povo a quem ele escolheu de antemão.

            E I Pe 1.1-2 como:

Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia, de acordo com a pré-escolha de Deus pai, em santificação do espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue.
           
            É claro, ele tentaria mitigar a força desta concessão, mas é uma concessão prejudicial.

            Ao concordar que Deus sabe o futuro, incluindo quem crerá, a perspectiva da eleição corporativa tenderia a compreender as referencias ao pré-conhecimento em Romanos 8.29 e I Pe 1.1-2 como se referindo a um conhecer prévio relacional que equivale a previamente reconhecer, adotar ou escolher pessoas como pertencentes a Deus (isto é, no relacionamento do pacto). A Bíblia às vezes menciona este tipo de conhecimento, tais como quando Jesus fala daqueles que nunca verdadeiramente se submetem ao seu senhorio: “E então eu lhes declararei: ‘eu nunca vos conheci, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7:23; cf. Gn 18:19; Jr 1:5; Am 3:2; 1 Co 8:3). Deste ponto de vista, ser escolhido de acordo com o pre-conhecimento de Deus significaria ser escolhido por causa da escolha prévia de Cristo e do povo de Deus nele. “Aos que [plural] ele conheceu” em Rm 8.29 se referiria a igreja como um corpo e a eleição deles em Cristo assim como a identidade destes como a continuação legítima do povo escolhido de Deus, o qual os crentes individuais têm parte pela fé em Cristo. Tal referência é parecida com as afirmações na escritura pronunciadas a Israel sobre Deus escolhê-los no passado (isto é, preconhecendo-os; Dt 4:37; 7:6-7; 10:15; 14:2; Is 41:8-9; 44:1-2; Am 3:2), uma eleição compartilhada pela geração contemporânea tida em vista.  Em toda geração, poderia ser dito de Israel ter sido escolhido. A igreja agora tem parte naquela eleição através de Cristo, o cabeça e mediador do pacto (Rm 11:17-24; Ef 2:11-22).

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/03/how-corporate-election-backfires.html

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