quinta-feira, 1 de maio de 2014

A ELEIÇÃO É INDIVIDUAL OU CORPORATIVA?

Por Michael Horton


            Dada a óbvia evidência da eleição nas escrituras, muitos arminianos hoje estão atraídos para a visão de que Deus escolheu a igreja como uma entidade corporativa em Cristo desde toda a eternidade, mas não indivíduos para pertencer a ela.[1] Embora haja, é claro, indivíduos escolhidos para certas tarefas (como Davi e Ciro) e outros são rejeitados (como Faraó e Saul), esses contextos não têm nada a ver com a salvação, argumenta Bem Witherington.

A eleição para Paulo é uma coisa corporativa. Estava no Israel étnico; está agora em “Cristo”. Do ponto de vista de Paulo, que é simplesmente uma adaptação da visão encontrada no judaísmo primitivo, “eleição” não garante a salvação final dos cristãos convertidos individuais maios do que garantia a salvação dos israelitas individuais no passado.[2]

            Essa visão é falha não pelo que afirma, mas pelo que nega. Os calvinistas concordam que a igreja, como conhecida por Deus, é o corpo corporativo dos eleitos. Também enfatizam que a eleição é “em Cristo”, o mediador que é o Deus que elege bem como o cabeça em quem o povo é escolhido. Também concordamos que algumas pessoas são escolhidas e rejeitadas para certas tarefas temporais que não dizem respeito à salvação.

            Entretanto, há simplesmente muita evidência bíblica para a eleição de indivíduos em Cristo para esquecer o assunto. O argumento de Paulo em Romanos 9 é oposto à afirmação de Witherington. De fato, o apóstolo baseia seu argumento para a liberdade divina de eleger e rejeitar no fato de que ele exerceu essa liberdade na história de Israel. É incontestável que os indivíduos estão em vista: eles têm nomes (Ismael e Isaque, Jacó e Esaú, Moisés e Faraó). Além disso, a aplicação de Paulo é claramente soteriológica (isto é, concernente à salvação). “Noutras palavras, não são os filhos naturais que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão” (Romanos 9.8).

            A questão tem a ver com ser “herdeiros da promessa” — isto é, herdeiros da graça salvadora de Deus na história. Porque ela está baseada no “propósito de Deus conforme a eleição [...] não por obras, mas por aquele que chama”, a salvação é completamente pela graça (Romanos 9.11, 12). Não é uma questão de quem Deus usará em seu serviço para tarefas específicas, mas se as pessoas são salvas por “desejo ou esforço humanos” ou pela “misericórdia de Deus” (v. 16). Alguns são “vasos de sua ira” não meramente num sentido temporal, mas como aqueles “preparados para a destruição”, em contraste com os “vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para a glória, ou seja, a nós, a quem também chamou, não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios” (v. 22-24).

            Efésios 1 é também claramente soteriológico no contexto e inclui indivíduos (“os santos que estão em Éfeso”). Os dois argumentos estão evidentes no texto: 

“Porque Deus nos escolheu nele [em Cristo] antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo [...] Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados [...] Nele também fomos escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade.” (Efésios 1.4-5, 7, 11).

            Certamente ninguém diria que indivíduos não são adotados ou que Cristo redimiu por meio de seu sangue a igreja corporativamente, mas não indivíduos, ou que a igreja, e não os indivíduos que a compõem, é perdoada.

            Além disso, Paulo acrescenta: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o espírito Santo da promessa” (Efésios 1.13). Certamente ele está falando a indivíduos bem como à igreja enquanto corporação. O apóstolo diz aos tessalonicenses que “Deus os escolheu para serem salvos mediante a obra santificadora do espírito e a fé na verdade” (II Tessalonicenses 2.13). Aqui não é apenas a igreja que é escolhida, mas os crentes Tessalonicenses que foram escolhidos para crerem no evangelho. Não é apenas a igreja, mas crentes individuais que são salvos, “não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Essa graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos” (II Timóteo 1.9).

            A eleição corporativa é meramente outro modo de expressar a visão tradicional arminiana da eleição baseada na fé antevista: Deus elege os crentes, mas não elege pecadores a crer. Todos os que aceitam a Cristo estão salvos (e, portanto, eleitos), mas Deus não elege ninguém para a salvação. Entretanto, as escrituras ensinam que Deus elegeu sua igreja em Cristo porque ele escolheu quem pertencerá a ela desde a eternidade.

Fonte: HORTON, Michael. A favor do calvinismo. 1 ed. São Paulo: Reflexão, 2014. p. 82-84.



[1] Veja, por exemplo, Robert Shank, Elect in the son: a Study of the Doctrine of election (Minneapolis: Bethany, 1970); William Klein, The New Chosen People: A Corporate View of Election (Grand Rapids: Zondervan, 2005).
[2] Bem Witherington, The Problem with Evangelical Theology: Testing the Exegetical Foundations of Calvinism, Dispensacionalism and Wesleyanism (Waco, Tx: Baylor Univ. Press, 2005). 62 – 3.

12 comentários:

  1. Paz e Graça,

    Eu entendo a Eleição bem assim mano, oque me preocupa é como os armênios conseguem fazer tantos malabarismos, e ainda acreditar nesses malabarismos, com as Escrituras, só para deixar seus egos falarem mais alto. E de Romanos 9 fazem seu carro chefe para a eleição corporativa, mas como sempre dando outro sentido ao que o Apóstolo Paulo está dizendo. É uma lástima

    Na Paz do Cordeiro

    Anderson Demoliner

    Sola Gratia

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  2. Michael Horton diz "Entretanto, as escrituras ensinam que Deus elegeu sua igreja em Cristo porque ele escolheu quem pertencerá a ela desde a eternidade."

    Aqui, Michael não percebe, mas ele está fortalecendo a visão arminiana. Deus elegeu a sua igreja em Cristo, quem é a igreja senão os crentes? No calvinismo a eleição em Cristo perde completamente o sentido, uma vez que ela é usada no sentido de PARA ESTAR EM oq vai na contramão do texto biblico.

    Horton diz "mas Deus não elege ninguém para a salvação"

    Exatamente. A escritura não diz que DEus elege pecadores para estar em Cristo, mas elege crentes, a igreja em Cristo. Eleição é uma posição especial diante de Deus e não uma pré-seleção de individuos. Podemos ver isso no caso de Israel e no caso de Cristo.

    Osborne argumenta: Em geral, os debates sobre a doutrina da eleição se concentram nas opções individual (calvinismo) e coletiva ou presciência (arminianismo). No entanto, eles não questionam até que ponto a linguagem é literal ou metafórica. Não há dúvida de que os autores do NT empregam, sobretudo, um termo usado por Israel para descrever o seu lugar especial diante de Deus. É de fato possível que esse componente figurativo (somos o povo escolhido de Deus) seja a principal mensagem do discurso da eleição no NT, em vez do modo literal como os termos são normalmente usados, isto é, para descrever o verdadeiro processo pelo qual Deus salva as pessoas: 'elegendo' algumas para serem salvas." Grant R. Osborne, A Espiral Hermenêutica, p. 503) - Infelizmente nem arminio escapou desse erro. Apesar de sua argumentação servir de base para a eleiçao corporativa em CRISTo muitas vezes.

    Enfim, fica ao calvinismo citar uma passagem onde fica EVIDENTE que algum seja chamado de ELEITO no NT quando ainda pecador. Dado o conceito calvinista de eleiçao, seria natural encontrarmos indivíduos descritos como eleitos ainda no estado de pecador ou num estado futuro de fé, nao? que tal me mostrar um ;)

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    1. "Aqui, Michael não percebe, mas ele está fortalecendo a visão arminiana. Deus elegeu a sua igreja em Cristo, quem é a igreja senão os crentes? No calvinismo a eleição em Cristo perde completamente o sentido, uma vez que ela é usada no sentido de PARA ESTAR EM oq vai na contramão do texto biblico."

      Não há nenhum apoio ao arminianismo aqui. Horton não seria tão tolo a esse ponto. Nenhum calvinista nega uma eleição corporativa. No entanto, é preciso que nós distinguamos as coisas. Deus escolheu sim a igreja, mas não exclusivamente num sentido "fechado", "abstrato". Deus escolheu individuos específicos que constituem a igreja.

      "Horton diz "mas Deus não elege ninguém para a salvação"

      Cara. você não sabe ler? Está distorcendo de propósito? Horton está dizendo que no arminianismo, Deus não escolhe ninguem individualmente para a salvação, o que ele discorda.

      "Exatamente. A escritura não diz que DEus elege pecadores para estar em Cristo, mas elege crentes, a igreja em Cristo. Eleição é uma posição especial diante de Deus e não uma pré-seleção de individuos. Podemos ver isso no caso de Israel e no caso de Cristo. "

      Ah, ela diz sim, mas infelizmente não posso me prolongar aqui por uma questão de tempo.

      "Enfim, fica ao calvinismo citar uma passagem onde fica EVIDENTE que algum seja chamado de ELEITO no NT quando ainda pecador. Dado o conceito calvinista de eleiçao, seria natural encontrarmos indivíduos descritos como eleitos ainda no estado de pecador ou num estado futuro de fé, nao? que tal me mostrar um ;)"

      Atos 9.15: "Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel."
      Satisfeito? Talvez não pois já sei de cor as possíveis objeções a este versículo. Por uma questão de tempo, repito, nao posso me prolongar aqui, a menos que insista em debater. Mas não há nenhuma objeção pertinente aqui em defesa da eleição corporativa.

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  3. Quando eu disse que Horton fortalece a visão arminiana, eu disse, claro que oportunamente. Sei muito bem que Horton não seria tolo disso, mas eu me aproveitei de uma frase dele não muito clara para mostrar como é possível um arminiano concordar.



    "Horton diz "mas Deus não elege ninguém para a salvação"

    Vc disse"Cara. você não sabe ler? Está distorcendo de propósito? Horton está dizendo que no arminianismo, Deus não escolhe ninguem individualmente para a salvação, o que ele discorda"

    Alisson, quando eu disse que horton disse que ‘Deus não elege ninguém para salvação’ é claro que eu estava me aproveitando do fato dele estar citando a posição arminiana. Se a crença dele fosse arminiana, eu não o estaria criticando, mas concordando. Se vc me conhecesse saberia que eu jamais distorceria um calvinista propositalmente. Certamente eu poderia ter sido mais claro e na próxima serei.


    Atos 9.15: "Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel."
    Satisfeito? Talvez não pois já sei de cor as possíveis objeções a este versículo. Por uma questão de tempo, repito, nao posso me prolongar aqui, a menos que insista em debater. Mas não há nenhuma objeção pertinente aqui em defesa da eleição corporativa.

    Eu entendo seu tempo escasso, mas caso alguém ou você tenha interesse, vou responder o texto que você citou.

    Atos 9 não é CONCLUSIVO se a eleição que se refere ali é para salvação ou para serviço. Tanto o calvinista quanto o arminiano tem um trabalho a fazer a fim de estabelecer e provar o seu ponto, mas já que voce nao fez o seu, eu tentarei mostrar como o texto é positivo para o arminianismo, ainda que ele solto no ar em nada fere a minha tese.
    Atos 9 se torna bem simples quando olhamos o objetivo da eleição de Paulo que é “para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel." Compare o ultimo trecho com o trecho a seguir
    “15 Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, não consultei carne e sangue,nem subi a Jerusalém para estar com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco”.(Gl 1, 15-16)




    Parece que a eleição de Paulo em Atos 9 é esclarecido tanto em seu propósito quanto a sua cronologia em Gl 1. O propósito, assim como At 9 é ligado ao fato de Paulo ser eleito PARA PREGAR AOS GENTIOS. A cronologia é evidenciada em Gl1 quando diz o tempo em que a separação/eleição foi feita. O calvinismo historicamente defende que a eleição é parte do decreto divino feito ANTES DA FUNDAÇAO DO MUNDO. Mas a eleição de Paulo se da no tempo (no ventre de sua mãe), o que indica sem deixar duvidas que a eleição que e referida a Paulo em At9 e Gl1 e para o serviço e não para salvação.
    Sendo assim estabelece o meu ponto de que o NT não oferece nenhum texto falando de eleitos em POTENCIAL, mas de crentes unidos ao filho eleito e que portanto recebem sua eleição, fortalecendo a eleição corporativa.

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    1. É mais que óbvio que quando Horton trata da questão da eleição corporal da Igreja como "conhecida", ele não fala de forma estritamente informativa, mas, sim, relacional e incondicional — já que se tem em mente pessoas e não seus atos.

      Também é mais que claro que quando a Escritura fala que "ele nos elegeu", é porque eram cartas direcionadas a congregações. Normal usar o plural aqui. O texto diz que "nos elegeu nele" (Ef. 1:4) e não "elegeu a Cristo e nós que cremos nele estamos eleitos". O " nos" não é para demonstrar o corporativismo da eleição, mas para mostar a glória de Deus em Cristo, já que ele é o mediador, o messias, o logos. Foi na eternidade e " PARA sermos santos e irrepreensíveis" e não por cooperarmos através de nosso arbítrio libertário. Deus "nos predestinou PARA SERMOS filhos de adoção por Jesus Cristo", ou seja, pelos méritos dele. Também foi pelo " bom propósito de SUA vontade" e não pela nossa, pois não depende de quem quer ou corre. Outra coisa, ela nos foi dada "GRATUITAMENTE no amado". Não há espaços nem para eleição corporativa arminiana e nem para fé prevista. “Nos” é composto de indivíduos. A eleição corporativa é vã a menos que todos do grupo sejam eleitos. A eleição corporativa pressupõe eleição individual. Eleição corporativa arminiana é como comprar um time.de futebol, mas não comprar jogadores para pertencer a ele. Eleição significa apontar indivíduos e não um corpo abstrato.

      O próprio verbo (eklego) é usado para se referir a um objeto definido: Cristo elegendo os doze apóstolos (Lc 6.13; Jo 6.70; 13.18; At 1.2). O pai elegendo o filho (Lc 9.35). A igreja escolhendo Estêvão (At 6.5). A igreja escolhendo Silas e Barnabé (At 15.22). Enfim...

      Cristo não escolheu os apóstolos como uma corpo abstrato a ser preenchido, mas, sim, os escolheu como indivíduos. Não apenas para servo, mas também para que.não pereçam — João 17 trata disso especificamente. Alí é uma oração para que eles não se percam, uma oração para que sejam santificados; Cristo não perdeu nenhum deles, a não ser o filho da perdição para se cumprir a Escritura.

      Jesus disse que Deus deu a ele um povo (João 6.37); Jesus tambem disse que nenhum individuo que vai a ele será recusado (44). O bom pastor chama as suas ovelhas pelo nome (João 10.13). O bom pastor dá vida eterna às ovelhas (Vs 10, 28). Isto não é eleição corporativa. Jesus também disse que "tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e que me convém agrega-las". Claro que você irá negar que sejam escolhidas imcondicionalmente, mas sem dúvida são eleitas.

      Lídia foi eleita. Cornélio foi eleito. O eunuco foi eleito. E todos faziam parte do corpo da Igreja, mas eram sem sombra de dúvidas indivíduos.

      A eleição corporativa arminiana faz que Deus escolha inicialmente classes sem indivíduos em um plan. Isso é impessoal e perigoso, tendo em vista que o sacrifício de Cristo nonfim das contas poderia não ter.salvado ninguém! O que fica aqui o " Está consumado"!? Mas a Escritura diz que a eleição de Deus não foi nem impessoal e nem mecanizada, mas fomos "predestinados em amor" (EF 1:45). A justificação é corporativa? E a Adoção? A Santificação? Glorificação? Regeneração? Claro que não! Assim como também não é a eleição.

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    2. A citação de Osbourne não se sustenta, tendo em vista que Paulo não escreve apenas para judeus, e porque a própria Escritura é clara nos termos.

      Já a sua ideia que Paulo não tenha sido eleito para salvação, mas apenas para serviço... Insustentável! O próprio contexto mostra que Paulo iria "sofrer pelo meu nome", que ele devia " ver e ser cheio do Espírito Santo". Paulo começou a dizer "Jesus era o Filho de Deus" (20), seria impossível alguém não reconhecer tal coisa sem uma atuação salvífica. E não só isso, Paulo "provava que Jesus era o Cristo".

      Agora quando juntamos com Gálatas 1:5 percebemos que não é apenas serviçal, mas salvífico. O próprio contexto de gálatas mostra a transformação Espiritual em Paulo, que era um conservador da tradição e que passou a ser um pregador aos gentios. Outra coisa, foi quando APROUVE A DEUS.

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  4. Simplesmenten e exclusivamentte para um ofício*

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  5. Não sou nem calvinista e nem arminiano, mas olhando os comentários , ao meu ver o Wanderson se saiu bem melhor que o irmão calvinista.

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  6. Não sou nem calvinista e nem arminiano, mas olhando os comentários , ao meu ver o Wanderson se saiu bem melhor que o irmão calvinista.

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  7. Não sou nem calvinista e nem arminiano, mas olhando os comentários , ao meu ver o Wanderson se saiu bem melhor que o irmão calvinista.

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  8. Não sou arminiano mas creio na eleição corporativa, pelo simples fato, ninguém na bíblia foi eleito no individual para salvação, sempre que fala sobre eleição esta no plural referindo a um povo que pode ser Israel ou a igreja.

    Penso eu a respeito da salvação:
    O homem esta, no quesito salvação, totalmente afastado de Deus e não é capaz de escolher a salvação; é ai que entra o evangelho. O poder de Deus para salvar todo (ou qualquer) que nEle crer, é atraves da pregação do evangelho que adquirimos a fé para salvação, que somos reconduzidos a Deus, é esta verdade que tem o poder de libertar e transformar. O evangelho é quem produz fé no incrédulo e esta fé genuina em Cristo Jesus é quem nos salva. O Deus Pai antes da fundação do mundo decidiu que enviaria o Cordeiro perfeito para morrer pelo mundo pois é VONTADE dEle que todos os seres humanos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

    Com disse, não sou arminiano muito menos calvinista... a Palavra não entra em contradição e os dois ensinamentos soteriologicos, em alguns pontos, são bíblicos e coexistem sem contradições. O problema é que nós tentamos provar que o outro esta errado e acabamos por atingir extremos ao ponto de falar, por exemplo, que não existe livre-arbitrio ou que Deus não é soberano.

    Mas ja que a publicação é de cunho calvinista deixo uma pergunta ao autor:

    O eleito é salvo independente de ouvir o evangelho? Ou o eleito é salvo somente se ouvir o evangelho e crer em Jesus Cristo?

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