domingo, 22 de junho de 2014

ARMÍNIO E LEIBNIZ



Por Steve Hays


“Finalmente, se eu não posso aceitar que este é o melhor dos mundos possíveis e com isto a crença de que até mesmo o Holocausto foi “para o melhor”, então logicamente eu não posso aceitar que Deus planeja, ordena e governa tudo no sentido que Calvino quer dizer como fez Edwards e a maioria dos representantes do “neo calvinismo” hoje.”

            Olson parece estar levantando uma questão geral, e não simplesmente uma objeção ao calvinismo em particular. Ele parece estar dizendo que um mundo contendo o Holocausto não pode ser o melhor mundo possível.

            Agora, embora seu post esteja alvejando o calvinismo, seu princípio levanta questões correspondentes sobre o arminianismo. De um ponto de vista arminiano, ele acredita que este mundo é o melhor mundo possível? Ele parece pensar que a existência do Holocausto torna esta contenção absurda. 

            Mas se há mundos possíveis melhores, então por que o Deus arminiano não fez um dos melhores mundos possíveis em vez do nosso mundo, que é pior, ou talvez até mesmo um dos piores?

            Ele dirá que Deus foi constrangido pelo livre arbítrio humano? Ainda que ele pense que a liberdade humana limita o tipo de mundo que Deus pode fazer, então ele não está comprometido com a proposição de que este é o melhor mundo que Deus poderia fazer? Dos mundos disponíveis, que vão do melhor para o pior, não havia mundo melhor que Deus pudesse fazer dadas as restrições impostas no campo de ação de Deus pelo livre arbítrio humano.

            No mínimo, então, tem que dizer que um mundo contendo o Holocausto é o melhor praticamente mundo possível. 

            Por melhor mundo possível, ele quer dizer o que é logicamente possível ou na realidade possível? Tenha em mente que como um crítico do molinismo, Olson não pode valer-se de si mesmo da distinção possível/viável.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/06/leibniz-and-arminius.html

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