terça-feira, 15 de julho de 2014

RESISTINDO A DEUS

Por Steve Hays


“Uma melhor tradução de Ne 9.30 seria: ‘por muitos anos os aturaste, e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas. todavia eles não quiseram dar ouvidos.” O texto fala de um plano divino resistível que busca trazer pessoas para o Senhor em arrependimento. Estevão também forneceu um bom exemplo da resistibilidade da graça quando ele disse aos seus companheiros judeus: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim também vós. A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que dantes anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e homicidas, vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes.” (Atos 7.51-53). Lucas 7.30 nos conta que “Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos.” E Jesus que falou para as pessoas pelo propósito de salvá-las (João 5.34), ainda que eles se recusassem a vir a ele para ter vida (João 5.40).”


            Eu já discuti a má interpretação de Abasciano de Lucas 7.30 e Atos 7.51 aqui:


            Agora eu gostaria de fazer um ponto mais amplo. Abasciano negligencia um princípio básico do calvinismo. Poderia parecer contraditório com o calvinismo admitir que os homens possam resistir a Deus, mas isto é ambíguo. Pois há um sentido em que Deus pode (e faz) causar uma pessoa a resisti-lo. Esta é uma função do endurecimento divino:

Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo. (Ex 4.21)

Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo. (Ex 9.12)

O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel. 27 Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir. (Ex 10.20, 27)
E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir da sua terra os filhos de Israel. (Ex 11.10).
E embora tivesse operado tantos sinais diante deles, não criam nele;
para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso não podiam crer, porque, como disse ainda Isaías: Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos e entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure. (Jo 12.37-40).
            A resistência a Deus não é antitética ao determinismo divino, pois Deus pode determinar ou predestinar um homem a resisti-lo. A própria resistência dele a Deus é o efeito do plano anterior de Deus.

            “Resistir a Deus” é ambíguo. Resistir a Deus em qual sentido? Um homem pode resistir à vontade de Deus? Ao plano de Deus? O calvinismo diz “não”.

            Um ser humano pode resistir à palavra de Deus? A ordem de Deus ou proibição? O calvinismo diz sim.

            Não apenas é possível para os homens resistir à palavra de Deus, mas quando eles fazem assim, a própria resistência deles é parte do plano de Deus. Sua resistência predestinada facilita o plano de Deus. A resistência deles é instrumental na realização do plano de Deus.

            A predestinação é irresistível, mas a resistência (de um certo tipo) pode ser, e às vezes é, o resultado final da predestinação. 

            No acrônimo TULIP, “irresistível” tem referência específica à regeneração monergistica. Os não regenerados são passivos na regeneração. Incapazes de cooperar na regeneração deles.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/06/resisting-god.html






           
 

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