quarta-feira, 6 de agosto de 2014

COMENTÁRIO DE JOÃO CALVINO DE II TIMÓTEO 2.25



“Na esperança de que Deus lhes conceda arrependimento”

                A frase “na esperança”, ou, “se porventura”, enfatiza quão difícil empreendimento é este, chegando ao ponto de ser quase impossível ou desesperador. A intenção de Paulo é que a gentileza e a amabilidade devem ser demonstradas mesmo àqueles que menos a merecem, e mesmo que por fim não haja qualquer aparente esperança de progresso, ainda assim o desafio deve ser aceito. Pela mesma razão ele nos lembra que Deus lhes concederá. Visto que a conversão de uma pessoa está nas mãos de Deus, quem sabe se aqueles que hoje parecem empedernidos subitamente não sejam transformados pelo poder de Deus em pessoas diferentes? E assim, ao recordarmos que o arrependimento é dom e obra de Deus, acalentaremos esperança mais viva e, encorajados por essa certeza, aceleraremos nosso labor e cuidaremos da instrução dos rebeldes. Devemos encará-lo da seguinte forma: é nosso dever semear e regar e, enquanto o fazemos, devemos esperar que Deus dê o crescimento (I Co 3.6). Portanto, nossos esforços e labores são por si sós infrutíferos; e no entanto, pela graça de Deus, não são infrutíferos.

Fonte: CALVINO, João. Pastorais. São Paulo: FIEL, 2009. p. 247.

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