terça-feira, 16 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – Sl 33.10-11, 15



O Senhor desfaz o conselho das nações, anula os intentos dos povos. O conselho do Senhor permanece para sempre, e os intentos do seu coração por todas as gerações... aquele que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras.” (Sl 33.10-11, 15).
            Esta seção focaliza no plano soberano do Senhor na história como o desenvolvimento do tema de que toda a sua obra é confiável (v.4b). Os versos 10 e 11 caminham juntos com o plano e as intenções (v. 10) sendo contrastados com o plano e as intenções do Senhor (v. 11). 

            Agora, quanto ao plano e as intenções das nações, o salmista diz que o Senhor “desfaz” e “anula-os”. Este segundo termo tem a ideia de parar uma ação (como em proibir alguém de realizar um voto, veja Nm 30.8).

            Por outro lado, o conselho e os propósitos do Senhor duram para sempre. Aqui nós encontramos os verbos “permanecer firme, durar” repetidos. Como a criação do Senhor permaneceu firme em seu decreto (v. 9), assim seu conselho permanece firme para sempre (v. 11). Ele não pode ser abalado ou interrompido pelos planos antagônicos do mundo. Como o sábio diz: “Não há conselho, nem sabedoria, nem plano contra o conselho do Senhor” (Pv 21.30)... E para fazer seu plano firme, como o salmista diz: “ele traz ao nada os planos das nações”. A certeza do plano do Senhor não é temporária, é eterna. Isto é enfatizado por “para sempre” e reiterado no paralelo que afirma que os propósitos do coração de Deus são “por todas as gerações”. O plano do Senhor pode ser confiado completamente porque ele é realizado em fidelidade.

            Aquele que forma o coração, isto é, molda de acordo com o seu plano, avalia suas atividades... Porque ele criou a humanidade. Sua avaliação pode penetrar até mesmo às motivações por trás das ações. Ele entende completamente o que nós somos, o que nós fazemos e porque o fazemos, e o padrão pelo qual ele nos avalia é sua justiça. (A Ross, A Commentary on the Psalms: 1–41 (Kregel 2011), 734-735,737-738.)

            O ponto é adicionar que o observador é o formador original, o criador deles. Especificamente, Yhwh forma a mente das pessoas, isto implica a habilidade de investigá-lo. (J. Goldingay, Psalms 1-41 (Baker 2006), 470.)

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


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