segunda-feira, 22 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – IS 14.24-27



“O Senhor dos exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Quebrantarei o assírio na minha terra e nas minhas montanhas o pisarei; então o seu jugo se apartará deles e a sua carga se desviará dos seus ombros. Este é o conselho que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Pois o Senhor dos exércitos o determinou, e quem o invalidará? A sua mão estendida está, e quem a fará voltar atrás?” (Is 14.24-27).
            Quando Deus promete fazer algo, o ouvinte pode estar completamente seguro de que isto acontecerá. A santidade de Deus garante a execução de seus planos, pois ele aposta sua santa reputação em suas promessas (Cf. juramentos sagrados semelhantes em Amós 4.2; 6.8; 8.7).

            A afirmação feita é a de que há uma conexão direta entre os planos e os propósitos de Deus e o que na verdade acontecerá. Isto contrasta com a inabilidade do homem de realizar os seus planos (Cf. 8.10; 46.10; Sl 33.9-11; Pv 19.21). 
            Os dois versos finais extrapolam os princípios em 14.24-25 e os aplica aos planos de Deus para o mundo todo. A comparação sugere que Deus faz planos soberanos não apenas para eventos específicos relacionados ao futuro da Assíria, mas também para toda nação da terra. Não há outra maneira para as coisas acontecerem neste mundo, nem escolhas secundárias, nem planos alternativos, a não ser os planos de Deus. Ninguém pode resistir à mão de Deus, e ninguém pode fazer a mão de Deus voltar atrás de fazer sua vontade. (G. Smith, Isaiah 1–39 (B&H 2007), 320-22.).
            Às vezes em Isaías uma declaração divina é sublinhada de uma forma particularmente enfática (cf. 5.9; 9:7; 37.32), e é assim aqui. O nome de Deus usado aqui combina com a declaração de seu propósito determinado (5.19) para nos assegurar que os assírios não podem sobreviver. Se tal Deus poderoso planejou esmagá-los, eles na verdade estão destruídos. Como se para reforçar essa certeza ainda mais, Deus fala da “minha terra” e “minhas montanhas”.
            A palavra profética aqui enuncia um importante principio geral que tem sido demonstrado tão contundentemente na ruína da Assíria: Deus é soberano sobre a história humana (v. 26). Todas as nações terão que se submeter ao seu julgamento. Este importante princípio teológico será visto em relação a outras nações — pequenas e grandes — nos oráculos que se seguem. Deus não é como um homem que faz planos e descobre que ele não tem poder para efetuá-los. A sabedoria perfeita e o poder absolutos encontram sua unidade em Deus. (REBC 6: 568-69). 
Tradução: Francisco Alison Silva Aquino
Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/annotated-prooftexts.html

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