sexta-feira, 26 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – Jo 6.37, 39



Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.” (Jo 6.37, 39).
            Tanto aqui quanto em outros lugares na tradição do evangelho, Jesus responde à incredulidade com um apelo à divina soberania e a divina eleição. É neste quadro da soberania e eleição que Jesus mantém a declaração universal que “aquele que vem a mim eu jamais o lançarei fora.” As palavras “jamais lançarei fora” são simplesmente tão enfáticas e finais quanto “jamais terá fome” ou “jamais terá sede” (v. 35). No entanto, elas não fazem sentido para o universalismo. Não há “quem quiser” indiscriminado, como na velha canção gospel. Aqueles que “vêm a Jesus” são aqueles que o pai o deu, e ninguém mais. Na promessa de nunca “lançar fora” aqueles que vêm, Jesus está simplesmente obedecendo ao pai ao aceitar o dom do pai. Ele confirma um princípio primeiro previsto por João de que “uma pessoa não pode receber nada se não lhe for dada do céu” (3.27). O corolário é que uma pessoa deve receber fé que é dada do céu, e este Jesus promete, enfaticamente, e sem qualificação, fazer.

            Se ele fosse agora rejeitar aqueles que vieram a ele em fé genuína, ele não apenas estaria negando a eles a salvação, mas ele “perderia” aquilo que seu pai queria que ele tivesse. A perda deles seria a dele também. (J. R. Michaels, The Gospel of John (Eerdmans 2010), 377-79).

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/annotated-prooftexts.html

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