segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DUALISMO ARMINIANO



Por Steve Hays

            Quando eu fiz meu pequeno post sobre os paralelos lógicos entre arminianismo e dualismo maniqueísta/Zoroastriano, eu incomodei muitos arminianos sensíveis.

            O que é irônico sobre a indignação deles é que eu estava simplesmente jogando pelas suas próprias regras. Eu estou usando o próprio método deles.

            Quando os arminianos atacam o calvinismo por razões moralistas, eles moldam o problema do mal em termos de autoria. O calvinismo alegadamente faz Deus o “autor do pecado”.

            Então a autoria é o paradigma deles. E, dado este paradigma, eles rejeitam a autoria unitária. Deus não é o único autor da história.

            Se, portanto, nós aceitarmos a metáfora favorita deles, então a história (isto é, o mundo) é resultado da coautoria de um novelista virtuoso ou dramaturgo em conjunção com um novelista ou dramaturgo perverso. O autor virtuoso foi o autor das coisas boas enquanto o autor diabólico foi o autor das coisas más. Deus é o autor de todas as coisas boas, enquanto alguém mais foi o autor de todas as coisas más. 

            Bem, isto não é dualismo? Arminianos bifurcam a história em bem e mal, atribuindo os heróis a um autor enquanto eles atribuem os vilões a outro autor. Um autor honroso cria personagens honrosos enquanto um autor desonroso cria personagens desonrosas.

            É como dizer que Sir Arthur Conan Doyle criou o nobre personagem de Sherlock Holmes, mas alguém mais criou o vil personagem de Prof. Moriarty.

            Eu suponho que eles ajustariam a metáfora um pouco em termos de autoria composta (múltipla) em vez de coautoria. Diferentes autores escreveram diferentes partes da história.
            Mas o princípio subjacente permanece dualista. O bem tem uma fonte enquanto o mal tem uma fonte diferente. Duas fontes antitéticas, opostas.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino



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