quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

CALVINISMO ARMINIANO



Por Steve Hays

            Arminianos gostam de mencionar regularmente vários textos de prova que, à sua própria maneira de pensar, implicam ou presumem escolha humana – definida como a liberdade de fazer o contrário.

            Eles podem criticar os calvinistas por desconsiderarem o “sentido óbvio” da escritura (ou palavras nesse sentido). Nós fazemos isto porque nós alegadamente começamos com o nosso compromisso a priori com a predestinação, o que nós então incidimos sobre os dados bíblicos.

            A coisa engraçada sobre essa alegação é que os arminianos estão na verdade em uma situação paralela. Enquanto eles não creem na pré-ordenação divina, eles creem mesmo na presciência divina.

            Agora, embora a presciência não determine o futuro, a presciência assume que o futuro é determinado. Se Deus conhece o futuro, então o futuro não pode ser o contrário.

            Portanto, um arminiano de fato não pode aceitar os seus próprios textos como eles aparentam (isto é, o que eles tomam como sendo o “sentido claro”). Uma vez que Deus prevê o que o agente fará, o agente carece de liberdade “real” (como o arminiano a define). A liberdade do agente é “ilusória” (como o arminiano a define).

            Alguns arminianos têm se deslocado para o molinismo. Mas essa mudança simplesmente desloca o problema de um lugar para o outro. No mundo real, o agente não tem a liberdade de fazer o contrário. Antes, o mundo real representa apenas uma escolha humana — o único que Deus forneceu, para a exclusão de outras escolhas possíveis.

            Somente o teísmo aberto pode consistentemente interpretar os textos de prova arminianos para estabelecer a liberdade libertária.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


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