sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

“RESPOSTAS ÚTEIS” DE FISCHER



Por Steve Hays

            Austin Fischer é o melhor que a SEA tem para oferecer?


“Quanto à questão de onde o calvinismo e qualquer tipo de teísmo clássico são de fato muito diferentes, em que em ambos os pontos de vista há criaturas criadas que terminarão no inferno, eu penso que o cerne da questão é este. No Calvinismo, Deus QUER que as pessoas (geralmente a maioria da humanidade) sejam condenadas para sempre para a sua glória.”

            É mais preciso dizer que ele decreta a condenação delas para o benefício dos eleitos.

“No teísmo clássico, Deus não quer que ninguém seja condenado para sempre”.

            O que Fischer tem em mente quando ele se refere ao “teísmo clássico”? O teísmo agostiniano é um exemplo de teísmo clássico. Se assim, o Deus do teísmo agostiniano não quer que ninguém seja condenado?

            O Tomismo é um exemplo de teísmo clássico? Se sim, então o Deus do Tomismo não quer que ninguém seja condenado?

“E Então sustenta essa ideia por morrer numa estaca de madeira”. 

                O Deus calvinista não sustenta esta ideia por morrer numa estaca de madeira? O calvinismo afirma a crucificação do Deus encarnado. Então sobre o que Fischer está realmente falando?

“Mentes razoáveis podem diferir aqui, mas eu penso que há toda a diferença no mundo entre um Deus que quer que a maioria dos homens seja condenada para sempre (e torna isto certo via compatibilismo) e um Deus que não quer mas não pode evitar a possibilidade de condenação dado as contingências  de um mundo com liberdade criada significativa.”

            Isto é confuso em vários aspectos.

            I) Ainda que a liberdade libertária seja verdadeira, qual é a base para assumir que não há mundos possíveis (ou viáveis) nos quais todo o mundo livremente ama a Deus?

            II) E ainda que o teísmo do livre arbítrio exclua o universalismo, dizer que Deus não pode salvar todo o mundo não implica que Deus deve condenar alguém. Fischer pensa que Deus é forçado a criar seres humanos que ele sabe que ele condenará? Por que o Deus do teísmo do livre arbítrio não pode impedir a condenação deles ao impedir os condenados de existirem em primeiro lugar? Eles o forçaram a fazer isto?[1]

“Em outras palavras, no Calvinismo as pessoas são condenadas porque Deus quer mostrar sua ira (para o bem dos eleitos). No teísmo clássico, as pessoas são condenadas porque Deus quer um mundo onde o amor, o propósito e o relacionamento sejam possíveis.”

            É claro, isto é uma falácia lógica assumida como verdadeira sem evidência.

“Quanto à presciência, a chave (como eu chamo a atenção na resposta a Kevin) é que a presciência de Deus não é determinativa. Há algum mistério aqui, mas nada logicamente incoerente.”

            Presciência não é “determinativa” no sentido causal, mas ela torna o resultado certo.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino




[1] Nota do tradutor: ao pé da letra seria “colocar uma arma sobre a sua cabeça”.

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