quinta-feira, 14 de maio de 2015

TEXTOS DE PROVA ARMINIANOS (PARTE II)

Por Steve Hays 
           
4) Jo 1.12-13

“Mas a todos Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1.12-13)

“Alguns intérpretes forçosamente rejeitam qualquer ideia de que a oração relativa com a qual o v.13 inicia “os quais não nasceram” é um comentário sobre a oração anterior “aos que creem no seu nome” uma vez que a fé se seguiria da regeneração enquanto, de acordo com a visão deles, uma pessoa deve escolher renascer como uma possibilidade aberta para ele ou ela no chamado que vem do revelador. Na escolha aquela fé faz a pessoa poder “nascer de novo” e então mudar e vir ao seu ser real. Porém, contra isto tem que ser afirmado que a sentença conclusiva no v.13 traça o dom completo de ser um filho de Deus, incluindo a maneira na qual ele é afetado, ao seu mais profundo fundamento: a “procriação” de Deus. A ideia de que a fé como uma escolha humana deveria preceder este nascimento e portanto que em algum sentido uma pessoa deveria ter este renascimento de Deus à sua disposição não apenas parece absurdo mas está também em desacordo com declarações como esta em I Jo 5.1” 

(H. Ridderbos, The Gospel of John, 47.

“Nenhum evangélico diria que antes de nascermos de novo nós devemos praticar justiça, pois tal visão ensinaria obras-justiça. Nem diríamos que primeiro nós evitamos pecar, e então nascemos de novo, pois tal visão sugeriria que as obras humanas nos causam a nascer de Deus. Nem diríamos que primeiro mostramos amor por Deus, e então Ele causa nosso renascimento. Não, é claro que praticar justiça, evitar o pecado e amar são todas as consequências ou resultados do novo nascimento. Mas se este é o caso, então nós devemos interpretar I Jo 5.1 do mesmo jeito, pois a estrutura do verso é a mesma como encontramos nos textos sobre praticar justiça (I Jo 2.29), evitar o pecado (I Jo 3.9) e amar a Deus (I Jo 4.7). Segue-se, então, que I Jo 5.1 ensina que primeiro Deus nos concede nova vida e então cremos que Jesus é o Cristo.”


5) Jo 3.16

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deus o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16)

“Alguns argumentam que o termo ‘mundo’ aqui simplesmente tem conotações neutras— o mundo humano criado. Mas o uso característico de ‘o mundo’ (ho kosmos) em outro lugar na narrativa é com conotações negativas — o mundo em sua alienação e hostilidade aos propósitos do seu criador. Faz mais sentido em um contexto soteriológico ver a última noção como em vista. Deus ama aquilo que se tornou hostil a Ele. A força não é, então, que o mundo é tão vasto que é preciso uma grande dose de amor para abraçá-lo, mas em vez disso que o mundo se tornou tão alienado de Deus que é necessário um tipo de amor extremamente grande para amá-lo de alguma maneira.”
A. Lincoln, The Gospel According to St. John, 154.

6) At 7.51

“Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.” (Atos 7.51)

“Mais enigmático ainda é por que Deus sinceramente tenta convencer os indivíduos e grupos a se voltar de seus caminhos perversos e se entregar a ele se ele está eternamente certo de que seus esforços falharão (Atos 7.51)

G. Boyd, "God Limits His Control," Four Views on Divine Providence, 202.  

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino





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