terça-feira, 12 de maio de 2015

TEXTOS DE PROVA ARMINIANOS (PARTE I)



Por Steve Hays

            O argumento a favor do Arminianismo costumava ser muito mais simples para os Arminianos. Era um debate bilateral entre Calvinistas e Arminianos. Agora, porém, arminianos têm muito mais competição.

            Eles devem competir com universalistas pelas passagens “todos/mundo”.

            De igual modo, eles devem competir com os teístas abertos pelas passagens antropopáticas (Ez 18.23, 33; Mt 23.37; Lc 19.41).

            Para questões mais complicadas, muitos ou a maioria dos Arminianos contemporâneos esposam a segurança eterna. Quando os “Arminianos de 4 pontos” debatem com Arminanos Wesleyanos, eles falham para a exegese reformada.

            Finalmente, embora Arminianos defendam a expiação ilimitada, isto encobre um equívoco fatal na medida em que Arminianos não podem concordar com o que a Expiação é ou faz. Muitos Arminianos contemporâneos esposam a substituição penal, mas muitos arminianos tradicionais rejeitam a substituição penal. Além disso, você tem Arminianos contemporâneos proeminentes que rejeitam a substituição penal (Joel Green, Randal Rauser). Ainda que você pense que Cristo morreu por todos, o que isto significa?

            Neste post, eu irei citar os maiores textos de prova arminianos. Uma exceção parcial é que eu não irei citar os textos de prova deles contra a perseverança dos santos, tanto porque eu tenho discutido isto em outro lugar, e porque Arminianos estão divididos neste assunto.

            Depois de citar seus textos de prova; eu citarei de uma variedade de eruditos. Estes incluem Calvinistas, Arminianos, universalistas, teístas abertos e não-calvinistas. Por não-calvinistas eu quero dizer eruditos que, ao meu conhecimento, não são calvinistas, mas que eu não sei como classificá-los. Eles não identificam a posição total deles, se eles têm uma.

            Obviamente, eu não concordarei com todos que eu cito. Meu ponto é ilustrar a complexidade do ônus da prova Arminiano. Atualmente, Arminianos estão tendo que lutar em várias frentes de uma vez, ambos em termos de debates intramuros assim como oponentes não-arminianos. Não é um apelo franco aos seus textos de prova.

            Em alguns casos, depois de citar um erudito ou eruditos, eu incluirei um editorial de lado.

1) Is 5.1-7

Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas?” (Isaías 5:4)

“Deus às vezes é surpreendido pela forma como as coisas se desdobram. Por exemplo, Ele esperava que Israel desse frutos, mas eles não deram (Is 5.1-5).”


Em outras ocasiões ele nos conta que ele fica surpreso com como as coisas aconteceram porque ele esperava um resultado diferente (Is 5.3-7; Jr 3.67; 19.20).


            Ambos Arminianos tradicionais e teístas abertos afirmam esta passagem. Mas como Boyd pontua, isto não é simplesmente uma disputa Arminiana/Calvinista, mas uma disputa teísta clássica/teísta aberta.

2) Ez 18.23

Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” (Ezequiel 18:23)

“Uma questão ainda mais problemática que sobrecarrega aqueles que veem o futuro como eternamente estabelecido e conhecido por Deus como tal é por que Deus daria a certos agentes o livre arbítrio para condenar a si mesmos, especialmente quando Ele nos diz que Ele deseja que todos sejam salvos e fica entristecido pela própria pessoa que se perde (Ez 18.23; 33.11; 1 Tm 2.4; 4.10; 2 Pe 3.9; 1 Jo 2.2).

G. Boyd, "God Limits His Control," Four Views on Divine Providence, 202. 

3) Mt 23.37

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” (Mt 23.37)

“O coração de Deus é, claramente, um coração que concede liberdade, e que às vezes sofre profundamente por causa disso. No caso de Mt 23.37, o que o Filho de Deus ansiava para o Filho de Deus não conseguiu! O fato de que a maioria dos teólogos da tradição clássica achou necessário atribuir este lamento não ao coração do eterno Deus mas apenas à humanidade de Cristo simplesmente atesta a força com a qual o conceito não bíblico filosófico de Deus (a saber a impassibilidade de Deus) tem mantido a exegese bíblica refém.”


            Boyd tem uma abordagem hermenêutica mais consistente do que os Arminianos tradicionais. Ele rejeita o apelo reformado às representações antropomórficas ou antropopáticas. Arminianos tradicionais devem ficar em cima do muro sem cair no lado calvinista ou no lado teísta aberto. É um ato de equilíbrio.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino






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