segunda-feira, 18 de maio de 2015

TEXTOS DE PROVA ARMINIANOS (PARTE III)



Por Steve Hays
           
7) Rm 5 18; 11.32

“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Romanos 5.18)

“Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.” (Romanos 11.32)

“Quando ele usa ‘todos os homens’ aqui [5.18], ele não quer dizer cada ser humano, mas está dizendo “aquilo que Cristo realiza com os que são seus assim como certamente Adão faz com aqueles que são dele”. Enquanto todos estão em Adão, é claro em Romanos que somente aqueles que são crentes estão em Cristo.”

“Enquanto alguns têm tomado isto [11.32] como significando salvação universal, isto é impossível à luz da ênfase constante na punição final no eschaton (1.18; 2.5-11; 6.21,23; 9.22,29). Portanto, é provável que o “todos” aqui é corporativo, significando que a misericórdia de Deus será mostrada a judeus e gentios igualmente.” 

G. Osborne, Romans, 144, 312.

                Observe como o Arminiano Grant Osborne negligencia a exegese calvinista para desviar o universalismo.

“Observe primeiro a estrutura paralela de Rm 5.18... o ponto inteiro de tal estrutura paralela, tão típica de Paulo, é identificar um grupo único de indivíduos e fazer duas declarações paralelas sobre aquele grupo único de indivíduos, e o efeito, portanto é eliminar qualquer possibilidade de ambiguidade. Os mesmos que estavam sob condenação, como um resultado do ato de desobediência do primeiro Adão, um dia serão conduzidos a justificação e vida, como um resultado da obediência do segundo Adão. Novamente, eu não sei como Paulo poderia ter se expressado mais claramente que isso.
O ensino de Paulo aqui é tão explícito, e tão claro, que mesmo os oponentes do universalismo absoluto têm admitido às vezes, como Neil Punt faz, que Rm 5.18 e seu contexto imediato não coloca nenhuma limitação na confiança universalista do segundo ‘todos os homens’.

... o ensino explícito de Paulo de que Deus, sendo misericordioso para com todos (Rm 11.32), não mostra nenhuma parcialidade a ninguém. Então como os Arminianos explicam a suposta divisão final dentro da raça humana? Presumivelmente por um apelo à liberdade humana: nós no fim das contas determinamos nosso próprio destino no céu ou no inferno. Mas se isto é verdadeiro, então os redimidos estão também em uma posição de se gloriar, isto afigura-se nas seguintes linhas: pelo menos, algumas das minhas próprias escolhas livres — minha decisão de aceitar a Cristo, por exemplo — foram muito melhores que aquelas dos perdidos, e estas escolhas também explicam, pelo menos parcialmente, por que meu caráter acabou sendo mais virtuoso do que o deles.’ 

Thomas Talbot, Universal Salvation: The Current Debate, 19-20, 260.

                Observe como um universalista facilmente coopta os textos de prova arminianos, hermenêutica, e aplica-os mais consistentemente.

8) Rm 8.29

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8.29)

“Proginosko ‘dantes conheceu’ tina [alguém] Rm 8.29. ton laon autou 11.2 . BDAG 866b.

Ao concordar que Deus conhece o futuro, incluindo quem crerá, a perspectiva da eleição corporativa tenderia a entender as referências à presciência em Rm 8.29 e I Pe 1.1-2 como se referindo a um conhecimento prévio relacional que equivale a reconhecer previamente ou abraçar ou escolher pessoas como pertencentes a Deus (isto é, no relacionamento/parceria pactual). A Bíblia às vezes menciona este tipo de conhecimento, tais como quando Jesus fala daqueles que nunca se submeteram verdadeiramente ao seu senhorio: ‘E então eu lhes declararei: ‘Eu nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade’ (Mt 7.23; cf Gn 18.19; Jr 1.5; Os 13.4-5; Am 3.2; I Co 8.3). Nesta visão, ser escolhido de acordo com a presciência significaria ser escolhido por causa da eleição prévia de Cristo e do povo corporativo de Deus nele.”


                Observe a admissão oblíqua do Arminiano Brian Abasciano de que o entendimento reformado tradicional de proginosko estava certo o tempo todo.

9) Rm 14.15

“Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.” (Romanos 14.15)

“Paulo usa o verbo poderoso apollumi (aniquilar, destruir, arruinar) no imperativo presente, que implica um processo contínuo em vez de uma vez por todas ‘estando perdido diante de Deus’. Horst Baltz está mais perto da nuance requerida pelo contexto ao sugerir a tradução de lupeo neste verso como ‘prejudicado/profundamente aflito’, o que implica um estado contínuo.

Referências nos comentários à ‘ruína escatológica ou ‘ruína espiritual’ não apenas negligencias o tempo do verbo, mas também fornecem explicação escassa dos efeitos da violação consciente”
R. Jewett, Romans, 861-861.




Tradução: Francisco Alison Silva Aquino





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