sexta-feira, 22 de maio de 2015

TEXTOS DE PROVA ARMINIANOS (PARTE V)



Por Steve Hays
           
12) Hb 2.9

“Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.” (Hebreus 2.9)

“Quando nós colocamos esta descrição da descendência de Abraão com a ênfase nos filhos que Deus deu a Jesus e o uso da palavra ‘irmãos’, nós temos evidência significativa de que a morte de Jesus ‘por todos’ (v.9) é particular em vez de geral. Tudo isso se encaixa no v.17, que fala do ministério sacerdotal de Cristo de ‘expiar os pecados do povo’. Dado o foco nos eleitos de Deus e na família de Jesus no contexto, parece justo concluir que aqui a ênfase é satisfação real realizada na morte de Jesus por aqueles que seriam parte da sua família.” 

T. Schreiner, "Problematic Texts" for Definite Atonement in the Pastoral and General Epistles," From Heaven He Came and Sought Her, 396. Cf. P. T. O'Brien, The Letter to the Hebrews, 101-124.

13) Hb 10.29

“De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? (Hebreus 10.29)

“O apóstata trata como profano aquilo que na verdade é não apenas santo em si mesmo, mas a fonte da santidade purificadora para o crente. A linguagem é cúltica, não moral”

P. Ellingworth, The Epistle to the Hebrews, 540. 

            Em outras palavras, “santificação”, no uso de hebreus, refere-se não à renovação interna, mas um tipo de consagração cerimonial, como pureza ritual ou santidade cultica.

14) II Pe 2.1

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2 Pedro 2.1)

“A [imagem] imediata é emprestada do mercado de escravos romano, onde um resgate poderia servir como o preço da libertação, após o qual o libertado pertence àquele que pagou o preço.

I Pedro 1.18-19 afirma que os crentes foram ‘regatados’ das vãs maneiras de viver de seus pais ‘com o precioso sangue de Cristo’ (cf. Ef 1.7; II Pe 2.1). Nestas passagens e outras relacionadas, os escritores do NT estão se apoiando em muito do que poderia ter sido a experiência compartilhada no amplo mundo grego-romano. Aqueles que estão familiarizados com a história de Israel, é claro, teriam ouvido repercussões da história do Êxodo no pano de fundo de tais referências (ex. Ex 6.6; cf. Is 51.11). Outros, porém, poderiam ter sido levados a invocar imagens da ‘redenção’ de escravos ou de prisioneiros de guerra.

Isto levanta a questão, se a morte de Jesus ‘comprou’ os crentes, a quem o preço foi pago? Ao diabo? Ao mundo demoníaco? É aqui, nesta conjuntura, que nós encontramos os limites da metáfora da redenção”. 

J. Green & M. Baker, Recovering the Scandal of the Cross (IVP 2000), 41-42, 102.

“Uma inundação do Calvinismo dentro do Arminianismo tem ocorrido em muitas décadas. Assim muitos arminianos cuja teologia não é muito precisa dizem que Cristo pagou a penalidade por nossos pecados. No entanto, tal visão é estranha ao Arminianismo. Arminianos ensinam que o que Cristo fez ele fez por cada pessoa; portanto o que ele fez não poderia ter sido pagar a penalidade, uma vez que ninguém então iria para a perdição eterna... [arminianos] também sentem que Deus o Pai não estaria nos perdoando se sua justiça fosse satisfeita pela coisa real que a justiça necessita: punição.

J. Grider, "Arminianism," Evangelical Dictionary of Theology, 80.

                Joel Green é um erudito Arminiano do NT. A monografia da qual ele foi o coautor com Baker é um ataque frontal na substituição penal. Mas isto obscurece o apelo Arminiano a II Pe 2.1 para a expiação ilimitada. Se ela não é redentiva no sentido substitucionário penal, então em que sentido Cristo expiou os pecados dos falsos mestres? O esclarecimento de Grider levanta a mesma questão.

            Eu adicionaria que anda que você pense que a Bíblia ensina substituição penal (que ela indubitavelmente ensina), você não pode sobrepor isto em toda passagem genericamente redentiva. II Pe 2.1 carece de linguagem vicária ou sacrificial. Ela não diz que os falsos mestres foram redimidos pelo sangue de Cristo. Ela não diz que Cristo morreu no lugar deles.

 Tradução: Francisco Alison Silva Aquino






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