quinta-feira, 4 de junho de 2015

CALVINO, SERVETO E ARMÍNIO



Por Stve Hays

            Arminianos tipicamente criticam o papel de Calvino na execução de Serveto. E eles usam isto como uma tática culpa-por-associação. Mas isto levanta uma questão interessante.

            Armínio estudou em Genebra. Na verdade, ele estudou sob Beza - o sucessor escolhido de Calvino.

            Além disso, eis aqui o que a Confissão Belga tem a dizer sobre os deveres do magistrado civil:

            “O ofício do governo não é apenas cuidar da ordem pública e zelar por ela, mas também proteger o santo ministério, com vistas a remover e destruir toda idolatria e falsa adoração do Anticristo; promover o reino de Jesus Cristo e a pregação do evangelho em todo lugar, para que Deus seja honrado e servido por todos, como ele ordena na sua palavra” (Artigo 36).

            Não é esta uma receita para a perseguição de hereges? Como um ministro reformado holandês e professor de teologia, não é Armínio cúmplice naquele sistema?

Comentários posteriores de Steve Hays:

“Eu sei que é difícil para arminianos ser lógicos, mas tente. Não havia separação da igreja e estado no século 17 na Holanda. Era uma teocracia. Armínio era ambos um empregado da igreja assim como um empregado do estado. Ele foi portanto cúmplice nas políticas da igreja e do estado que ele voluntariamente serviu. Isto não é difícil de entender. Tente novamente.”

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


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