quarta-feira, 1 de julho de 2015

UM FATO IMPORTANTE E MUITAS VEZES ESQUECIDO: UM POUCO SOBRE A NATUREZA DA VONTADE



Por Alan Kurschner

            Para maior clareza, quando a maioria dos sinergistas diz que o homem tem livre arbítrio, o que ele realmente quer dizer é que o determinismo causal é falso — não que o homem natural tem a habilidade moral de escolher a Cristo. Em segundo lugar, quando um calvinista diz que o homem não tem livre arbítrio, o que ele realmente quer dizer é que o homem natural é espiritualmente impotente (sua afeições estão em escravidão a uma corrupção da natureza) e assim não tem a habilidade moral de escolher a Cristo.

            Nisto ambos os lados concordam: os desejos do homem natural (que não tem o Espírito Santo) são naturalmente inclinados para o mal, assim tudo que ele faz não provém de um coração que ama a Deus, mesmo as suas “boas obras” uma vez que elas não são feitas em fé. E se suas “boas obras” não são feitas a partir da fé, isto é, para agradar e glorificar a Deus, então elas não têm elemento redentivo. Esta inclinação é o resultado de ser nascido em Adão... caído, isto é, nascido em um relacionamento quebrado com Deus, e uma pessoa (por natureza) não pode ser de nenhuma outra forma a menos que ela seja libertada por Cristo de modo que o relacionamento seja consertado.

            Sem o conhecimento para muitos, estas são verdades que todo seguidor verdadeiro de Cristo conhece, ainda que nós não queiramos dizer a mesma coisa quando nós usamos a frase “livre arbítrio”. Assim, estas verdades fazem parte do campo comum compartilhado por todos os verdadeiros seguidores de Cristo. A questão é se a liberdade assegurada para nós em Cristo é eficaz ou ineficaz. Se nós somos vivificados (regenerados) enquanto nós ainda estamos mortos em delitos ou se aqueles que não têm o Espírito Santo podem entender e amar a Cristo à parte da regeneração. As escrituras respondem: “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,” (Ef 2.5). Então, de acordo com a escritura, enquanto nós éramos ainda não-regenerados, Cristo, através do Espírito Santo, nos vivificou pela graça, nos tornando vivos nele. Desde que o homem natural não pode entender as coisas espirituais a menos que Deus garanta seu Espírito Santo para renovar nossos corações, ele não virá a menos que primeiro seja vivificado. Aqueles mortos espiritualmente (sem o Espírito Santo), por definição, não têm fé. A fé é o resultado de um coração renovado, não a causa dele.

            Mas com respeito às ideias do “livre arbítrio” e determinismo: a questão central tem a ver com se as coisas acontecem contingentemente ou por necessidade. Nossas naturezas nos levam a fazer escolhas por necessidade ou nós escolhemos contra o que nós somos? “Vós não credes porque não sois de Deus”, disse Jesus para aqueles judeus com quem ele estava debatendo. Quando libertado ao se unir a Cristo, Ele nos dá um novo coração que voluntariamente escolhe Cristo de necessidade.

            Livre arbítrio libertário e molinismo simplesmente não se enquadram com o que nós cremos ser verdadeiro sobre Deus como claramente revelado na Escritura. Aí reside a principal questão.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte:http://www.reformationtheology.com/2007/01/important_and_often_overlooked_1.php

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