terça-feira, 11 de agosto de 2015

CALVINISTAS NÃO-CALVINISTAS



Por Steve Hays

“Primeiro, é importante prestar atenção ao fato de que Romanos 9 nunca foi interpretado como ensinando a dupla predestinação incondicional para salvação e para condenação antes de Agostinho no quinto século. Por quatro séculos os Cristãos leram o Novo Testamento incluindo Romanos 9 e nunca chegaram a esta conclusão.”


                Algumas rápidas considerações:

I) É engraçado ver Arminianos buscarem amparo na história da igreja. Afinal, ninguém ensinou o Arminianismo até o final do século 16 ou início do século 17, e ninguém ensinou o Arminianismo Wesleyano até o século 18. Para não mencionar mais recentes alterações do Arminianismo (ex: purgatório, salvação pós-morte, teísmo aberto).

II) Você não precisa ser um calvinista para acreditar que Paulo ensina dupla predestinação em Romanos. Heikki Räisänen, em The Idea of Divine Hardening, e Ernst Käsemann, em seu magistral comentário de Romanos, ambos pensam que Paulo ensinou dupla predestinação ou mesmo predestinação supralapsariana, mas ambos os eruditos são luteranos liberais. Você pode ser um calvinista não-calvinista no sentido de que você crê que a Escritura ensina o Calvinismo, mas você não está comprometido com a autoridade da Escritura. Você não se submete ao que ela ensina.

            E, de uma forma, isto não é essencialmente diferente da própria posição de Olson. Ele frequentemente nos diz que se ele achasse que a Escritura ensinasse o Calvinismo, então tanto pior para a Escritura. A única diferença é que sua posição é mais hipotética. Porém, ele também admite que a Escritura ensina as coisas que ele rejeita (ex: as passagens de genocídio).

            Então, isto não é em última análise uma questão de interpretação da Escritura, mas autoridade da Escritura.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


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