sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

SE EU APENAS TIVESSE SABIDO



Por Steve Hays

            Teístas do livre arbítrio frequentemente fazem uma distinção entre “determinar” (ou causar) o mal e permitir o mal. Eles considerem a última como exonerativa.

            Suponha que eu compre um conjunto de facas como um presente de casamento. Alguns anos depois, o filho de 5 anos do casal trespassa seu irmão de 3 anos até a morte com uma das facas. Se eu não tivesse dado ao casal este presente de casamento esta tragédia não teria acontecido. Eu sou culpável?

            Nós diríamos que não, porque eu não tinha ideia que meu presente seria usado daquela forma. Se eu soubesse eu teria lhes dado um presente de casamento diferente (inofensivo).

            Mas suponha que, quando eu estava na loja de talheres, procurando um presente de casamento, eu tivesse uma premonição de que se eu desse ao casal um conjunto de facas como um presente de casamento, aquela seria a consequência. Então eu seria culpado?

            Presumivelmente, nós diríamos que sim. Dado o conhecimento antecipado, aquela tragédia era facilmente evitável, e não é como se minha escolha de comprar-lhes um presente de casamento diferente (inofensivo) violaria a liberdade libertária de ninguém, ou desestabilizaria a ordem natural.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


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